Nossa História:


A criação da ONG

Em 1990, um núcleo de lideranças comunitárias da Zona Oeste do Rio de Janeiro, com o apoio do Instituto de Ação Cultural (IDAC), organizou-se enquanto entidade com o objetivo de atuar pela melhoria da qualidade de vida na região, através de dinâmicas de trabalho em torno de três situações problemas: Saúde, Educação e Juventude.

Esta entidade, denominada Centro de Apoio ao Movimento Popular da Zona Oeste (CAMPO-ZO), constituiu-se enquanto espaço não governamental e optou por uma estratégica de intervenção através do trabalho de pesquisa, documentação, formação de quadros e outros espaços, com perspectivas de ação junta ás comunidades da região e incentivo à associação voluntária.

Em 1992, o IDAC reformou e equipou uma casa no centro de Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro. A qual, funciona até os dias atuais como estrutura para as atividades da CAMPO-ZO. Que em parcerias, busca o fortalecimento de projetos locais de educação e organização, bem como apoiar experiências inovadoras relacionadas com a melhoria da qualidade de vida da população.

Ainda em 1992, foi criado o "CENTRO DA JUVENTUDE", projeto inovador apoiado pela CAMPO, uma experiência que trouxe como elemento o trabalho com os jovens, o "Protagonismo Juvenil".

O Protagonismo Juvenil é um tipo de ação de intervenção no contexto social para responder a problemas reais onde o jovem é sempre o ator principal. É uma forma superior de educação para a cidadania não pelo discurso das palavras, mas pelo curso dos acontecimentos. É passar a mensagem da cidadania criando acontecimentos, onde o jovem ocupa uma posição de centralidade. O Protagonismo Juvenil significa, tecnicamente, o jovem participar como ator principal em ações que não dizem respeito à sua vida privada, familiar e afetiva, mas a problemas relativos ao bem comum, na escola, na comunidade ou na sociedade mais ampla. Outro aspecto do protagonismo é a concepção do jovem como fonte de iniciativa, que é ação; como fonte de liberdade, que é opção; e como fonte de compromissos, que é responsabilidade. Na raiz do protagonismo tem que haver uma opção livre do jovem, ele tem que participar na decisão se vai ou não fazer a ação. O jovem tem que participar do planejamento da ação. Depois tem que participar na execução da ação, na sua avaliação e na apropriação dos resultados. Existem dois padrões de protagonismo juvenil: quando as pessoas do mundo adulto fazem junto com os jovens e quando os jovens fazem de maneira autônoma.

Em 1993 o CAMPO buscou novas parcerias junto a instituições de ensino universitário, unidades de ensino público e órgãos oficiais, combinando a dimensão de capacitação de quadros (em colaboração com universidades), pesquisa (juntamente com o IDAC, Núcleo de Estudos de Saúde Coletiva da UFRJ e Faculdades Integradas Castelo Branco), experimentação de alternativas locais de auto desenvolvimento (em elaboração com Associações de Moradores, Igrejas e grupos Jovens) e a promoção do intercâmbio entre indivíduos e grupos.